Home Esporte Atletas não aceitam reduzir salários e grandes de São Paulo terão problemas no Caixa:

Atletas não aceitam reduzir salários e grandes de São Paulo terão problemas no Caixa:

por Nilton Castelo

São Paulo assim como o Brasil e boa parte do mundo está parada devido a pandemia do Covid-19. E os clubes estão se virando da maneira que podem.

O Palmeiras, junto com Grêmio, Bahia, Fluminense e Atlético Mineiro se reuniram e tomaram frente para que houvessem uma conscientização dos atletas que os próximos meses serão complicados. Não existiu compaixão por parte dos jogadores.

A primeira proposta: férias de 20 dias e redução em 50% dos salários. Veja bem, se esse acordo fosse feito, em dois meses, abril e maio, os clubes iriam economizar: Palmeiras (R$ 15 milhões), São Paulo (R$ 11 milhões) e Corinthians (R$ 10 milhões) e Santos R$ 8 milhões).

A segunda proposta, já que não houve acerto na primeira, seriam férias de 20 dias e redução em 25% dos salários: Nesse quadro, nos mesmos dois meses, os clubes iriam economizar: Palmeiras (R$7,5 milhões), São Paulo (R$ 5,5 milhões), Corinthians (R$ 5 milhões) e o Santos (R$ 4 milhões).

Porém esses valores também não foram aceitos pelo sindicato dos atletas. Isso quer dizer que teoricamente, os clubes irão gastar em vez de economizar. Até maio, sairá das contas das equipes: Palmeiras (R$ 30 milhões), São Paulo (R$ 22 milhões), Corinthians (R$ 20 milhões) e Santos (R$ 16 milhões).

Mas, como os clubes estão se virando? O Palmeiras irá pagar em abril salário integral. Portanto, R$ 15 milhões já saem da conta do Alviverde. O mesmo, ao menos por enquanto, irá acontecer com o Timão e Santos que pagarão normalmente a seus atletas, respectivamente R$ 10 e 8 milhões). Já o São Paulo, que teve nessa temporada problemas com salários atrasados, vai tentar fazer um acordo com cada jogador.

Os clubes receberam da Federação Paulista de Futebol algo em torno de R$ 20 milhões em janeiro. A Conmebol adiantará a Palmeiras, São Paulo e Santos até R$ 9 milhões pela participação na Libertadores.  O restante do dinheiro nesse momento chegam através de patrocínios e vendas de atletas.

O Palmeiras tem anualmente, cerca de R$ 120 milhões em patrocínios. O que dá uma média de R$ 10 milhões mensais.

O Corinthians tem cerca de R$ 70 milhões em patrocínios anuais. Média de R$ 5,8 milhões por mês.

Já o São Paulo tem um grande problemas com patrocinadores. Tem receita anual na casa dos R$ 40 milhões. Uma média de R$ 3,3 milhões/mês. E para piorar, o contrato com o Banco Inter, termina no último dia de abril. Sem renda de público e com as transmissões de TV ainda sendo uma incógnita, o jeito vai ser vender atletas. Esse fator, aliás, já estava no planejamento de 2020. Sempre lembrando que em 2019, houve um déficit de R$ 156 milhões.

O Santos tem o menor patrocínio dos grandes, na casa do R$ 20 milhões anuais. As receitas são em torno de R$ 1,6 milhão. Entretanto, recentemente, o Peixe conseguiu dinheiro com a venda de Felipe Aguilar ao Athletico do Paraná (R$ 10 milhões) e uma grana (R$ 3 milhões), por Serginho que vai jogar na China e o Santos é o clube formador. Essa grana faz com que o time da Baixada Santista, tenha uma grana para ao menos tentar cuidar de suas finanças nos próximos meses.

Portanto, projetando os próximos dois meses, somente com que os clubes tem ao seu dispor no momento, evidente que cada planejamento vária de cada agremiação, sabemos mais ou menos que:

O Palmeiras terá R$ 30 milhões de gastos e receitas de R$ 23 milhões.
O São Paulo terá R$ 22 milhões de gastos e receitas de R$ 16,3 milhões.
O Corinthians terá R$ 20 milhões de gastos e receitas de R$ 9,8 milhões.
O Santos terá R$ 16 milhões de gastos e receitas de R$ 14,6 milhões. Fora o que arrecadou com vendas, sendo o único que conseguiu isso, até o momento, nesse período.

Essas contas dependem muito de como os clubes se planejaram para 2020, mas evidentemente, todos serão afetados com as paralisações. E a crise só não é maior, pois a Conmebol, diferente da CBF, adiantou as cotas de participação aos clubes, mesmo sem saber se o campeonato irá ou não ocorrer.

O resultado final dessa crise será exato  apenas com fechamento anual das equipes, isso, apenas em 2021, e nesse momento, o planejamento e ação das diretorias será tão importantes como as ações dos atletas dentro de campo. Aliás, se os atletas aceitassem a redução em 25% como foi a segunda proposta, ao menos os grandes de São Paulo, conseguiriam lucros mesmo com a crise, exceto o Corinthians que não tem dinheiro a cota da Conmebol.


Créditos: Blog do Gaion

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