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A FORÇA DA LONGANIMIDADE;

por Sônia Alves
Longanimidade é outra das divisões do fruto do Espírito Santo (um gomo, como se esse fruto fosse uma laranja), e caracteriza uma pessoa que enfrenta as adversidades da vida com coragem, perseverança e confiança em Deus. Longanimidade também está relacionada com generosidade e bondade. Quem tem a grande paciência para suportar ofensas e calúnias, pode ser considerada uma pessoa longânimo.
Nosso ego deve ser resistido 
A maior e mais verdadeira prova de amor que podemos dar é negarmos todos os dias o nosso eu, e nos esforçarmos para sermos simpáticos e convivermos com pessoas que não vão com a nossa cara, que fingem que não nos veem quando passam por nós, que nos criticam e falam mal de nós pelas costas. É exatamente a essas pessoas que devemos doar a nossa atenção, os nossos cuidados, o nosso amor.
Pois foi exatamente isso que Jesus nos ensinou: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mateus 5.44). Devemos compreender, aceitar, apoiar, conviver e amar essas pessoas. Isso é resistir ao nosso ego. O amor afirma, o ódio nega.
Como cultivar a longanimidade? 
A longanimidade, esse preciosíssimo componente do fruto do Espírito, nos transforma na pessoa que nós queremos nos tornar, na pessoa que nós queremos ser. Na arte de viver, é preciso aprender ouvir, sorrir e ter paciência. Todavia, ter paciência é difícil, mas o resultado é gratificante. Com a passagem do tempo aprendemos a ter paciência. Quanto menos tempo de vida nos resta, maior é a nossa capacidade de esperar.
Ter paciência é o primeiro passo rumo à realização de um sonho. Aprendamos, portanto, a ter paciência e a esperar. Nem tudo acontece quando queremos. O tempo tem sido meu professor, sua principal lição tem me ensinado a ter paciência, ensinado a esperar. A colheita requer um tempo.
Nós, como servos de Jesus Cristo, temos de aprender a ter paciência, saber ouvir e nos colocarmos no lugar do outro, por mais problemático que ele seja, pois quem ouve e compreende tem o dom de se colocar na mesma situação, entender o problema, e dar força para juntos encontrarmos a solução. Deus possui o melhor para cada um de nós. Basta termos paciência, e tudo chegará no momento certo.
A longanimidade é uma bênção
Quem é longânimo também é fiel. O segredo da fidelidade é a eterna vigilância com relação a nós mesmos, e com relação aos nossos compromissos com Cristo. A Palavra de Deus diz em Apocalipse 2.10: “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.
A credibilidade é fruto da longanimidade
O que é credibilidade? É a qualidade daquilo ou de quem é digno de confiança. Por exemplo: A Bíblia é o livro mais incrível, de maior credibilidade sobre a face da Terra: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). A pessoa que é digna de credibilidade consegue ou conquista a confiança de outras pessoas; possui crédito. Quantos de nós somos dignos de credibilidade? Quantos de nós possuímos crédito?
Certo professor disse aos seus alunos: “Transportai um punhado de terra todos os dias e no final de alguns anos construireis uma montanha”. O que vale a pena possuir vale a pena esperar. A longanimidade perseverante faz com que as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumam. Quem não é longânimo corre o risco de ser um traidor. A traição de um amigo é mais dolorosa do que um amor não correspondido. O caso de Judas e Jesus é o maior de todos os exemplos.
Quem é longânimo ama sem ser amado
Podemos definir o inferno com três letras: amor não correspondido. É incrível como Alguém possa romper o seu coração por amor a alguém, e Ele continuar amando essa pessoa com cada um dos pedaços do Seu coração. Foi isso que Jesus Cristo fez por nós: Ele nos amou primeiro quando nós ainda éramos seus inimigos e não o conhecíamos: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1João 4.19. Veja também Romanos  5.6-9).
Aprendendo a ser longânimo
Quem é longânimo é constante, paciente e persistente. Exercer a constância é exercitar a permanência. A pessoa constante não é aquela que pratica uma resignação passiva. Longanimidade é um atributo de Deus, conforme Salmo 86.15: “Mas tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, e sofredor, e grande em benignidade e em verdade”. Longanimidade é parte do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22).
Olhem que belíssima oração o apóstolo fez aos seus amigos e irmãos em Cristo (Cl 1.9-12): “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus;  segundo a força da sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo, dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz”.
Longanimidade significa colocar-se sob um fardo de aflição e transformá-lo em Glória.
Como servos de Deus, devemos ser longânimos (pacientes) com todas as pessoas. Bombardeados pelas adversidades, devemos nos manter sob o controle da longanimidade, conforme o apóstolo Paulo fala em Romanos 5.3-5:
“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”.
Quem ama pratica a longanimidade, pois “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1Co 13 4-7).
Longanimidade é uma qualidade aplicada com mais frequência a Deus. Seu significado original é “afastar a fúria enquanto se sofre uma ofensa ou injustiça”. Quem, senão Deus, pode ser completamente longânimo? Somente Ele é “grande em benignidade” e “tardio em irar-se” (Sl 86.15). No entanto nós, cristãos, também podemos nos tornar longânimos pelo poder do Espírito Santo.
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