Home EsporteSão Paulo passa a ser exemplo de atuação com linha de 3:

São Paulo passa a ser exemplo de atuação com linha de 3:

por Nilton Castelo

Recentemente algumas equipes tem adotado o sistema com linha de três defensores. Mas, nenhuma tem jogado como o São Paulo de Crespo. O 352 formatado pelo argentino tem os dois volantes participando a todo momento do jogo. A bola sendo lançada sempre para frente. Os laterais subindo juntos ao mesmo tempo e um dos atacantes voltado para dar o combate e ajudar o meia.

Não citei nomes do elenco Tricolor para  facilitar o entendimento somente da leitura do jogo. Neste domingo, 25 de abril, diante do Corinthians, Ariel Holán, escalou o Santos com três zagueiros, mas Copete e Sandro os alas não subiam. Gustavo Nunes e Kevin não apoiavam. O único que chamava a partida era o meia Lucas Lourenço com os dois atacante enfiados. A dificuldade nem esteve no sistema e sim em um time que jogou a primeira vez junto dessa maneira.

No meio da semana, pelo Campeonato Paulista, diante do Guarani, o Palmeiras no primeiro tempo teve até a posse para construção com a linha de três. No entanto, com passes defensivos em sua  maioria. Com Felipe Melo desatento e Scarpa e Gabriel Menino não tão participados, assim como os dois atacante, Wesley e William, juntando mais aos laterais de pouco apoio. Novamente nem é o sistema. O conjunto de atletas que pouco atuaram dessa forma e a movimentação atrapalharam os planos, mas não deixou de ser uma preparação.

 Contra o Universitário, também no meio de semana, pela Copa Libertadores, o sistema funcionou até a expulsão de Empereur.  Aliás, diante dos peruanos faltou a participação com qualidade dos laterais, mais foi um sistema que deu certo por conta da movimentação: Danilo, De Paula e Veiga + Roni. É claro que o 433/4141 do Palmeiras do ano passado é melhor do que o 352 por enquanto. Mas, o motivo é simples: falta de treino.

O Velez diante do Flamengo pela Libertadores também formatou uma linha de três defensores. Porém, era um 361. Faltou jogar um pouco e deixar a linha defensiva. Tinha apoio pela esquerda apenas do lateral Ortega. O craque do time, Tiago Almada só tinha essa opção. O sistema era para trás, algo que o prejudicou e mesmo assim incomodou o melhor 11 no papel brasileiro.

Outro exemplo foi o Real Madrid no meio de semana, pelo Campeonato Espanhol diante do Cadiz. A linha com três defensores, mas com três atacantes. O sistema deixou Vini Jr e Rodrigo, escalados para serem os extremos apagados, por conta dos avanços dos laterais. Mas, na meiuca teve Casemiro e Blanco, jovem da base madrilenha. Ambos conduziram a equipe com passes para frente e boa performance  técnica, fazendo com que o sistema fosse positivo.

Jogar com três zagueiros é apenas uma forma que os treinadores tem olhado com intuito tentar vencer seus duelos. Palmeiras e Santos sofreram pelo excesso de jogos e os times serem reservas sem o conhecimento de cada atleta. O Verdão com linha de três com os titulares foi bem.  O Vélez matou seu principal jogador e o Real Madrid matou seus extremos. O segredo do São Paulo é a movimentação do meio campo. As subidas dos laterais e a ajuda do segundo atacante no meio, seja armando ou defendendo. O time de Crespo também aproveitou os 27 dias para treinar e aprimorar a formatação e a ideia de jogo.



Créditos: Blog do Gaion

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